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MEANINGLESS
Porque a natureza anda tão indiferente,
A vida anda por aí solta,
Esquecida de si.
Hoje tive um surto de poesia,
Quando isso acontece,
Todo mundo é estranho,
Hoje tudo é estranho mesmo o mais prosaico,
Que segredo esconde essas árvores?
Em que exótico idioma cantam os pássaros?
São poesias, pequenos versos pulverizados no ar,
Cada um deles brilha a luz do sol,
Qual vaga-lumes dançantes.
Deixe a minha loucura em paz,
Porque devo ouvir a música,
Sem nada esperar,
Mas de onde vem esta profunda melodia?
De que longínquos campos o seu eco faz-se ouvir?
IMPONÊNCIA
Meu castelo soerguido,
Fortaleza firme sobre a pedra,
Mas que regozijo em saber de tal poderio,
E que no fim das contas,
Só resta a rocha.
GRILHÕES
Deixe-me ser livre,
Livre para construir,
Minha própria ilusão de liberdade.

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