segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Poesias V


VERTIGEM

Ao saírem de mim as palavras me assombram,
Tremo diante da imensidão que revelam,
Sublime abismo sob as letras,
Em serifas escondido o infinito,
Tremo e por fim despenco,
E o vazio se instaura,
Sem onde se pegar,
Desapareço.

ÁRIES

Quero explodir como universo,
Big bang primordial,
Ponto síntese em tensão máxima,
VIOLENTA EXPANSÃO!
Quero que todo o espaço-nada seja eu,
Há um tudo a ser preenchido,
Infinito vazio que espera ser.

REVERÊNCIA

Todas as manhãs olho para dentro,
Grande sombra vejo a me atormentar,
Olho mais fundo,
Muito maior é o sol que a forma,
As nuvens bloqueiam a visão,
Nebulosa! Nebulosa é a estrada e esconde perigos mil!
Minha lâmpada é a gratidão,
Sou grato pelo simples ver, simples ouvir, simples sentir,
E isso supera toda dúvida,
Sou grato pelo que é muito maior que eu, e não possa divisar,
Isso supera todo o medo.

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